segunda-feira, 12 de abril de 2010
O primeiro volume da Trilogia, "Sociedade em Rede - A Era da informação: Economia, sociedade e cultura", mapeia um cenário mediado pelas novas tecnlogias de informação e comunicação - TICs - e como estas interferem nas estruturas sociais.
As tecnologias também tiveram papel fundamental na reestruturação das empresas, que puderam horizontalizar suas estruturas e, por meio de TICs de baixo custo, transnacionalizar a produção. Ao analisar a questão da produtividade, Castells ressalta que a introdução das novas tecnologias somente começou a ter efeito a partir do final da década de 1990, o que justificaria a ausência de aumento de produtividade no período 1970-80. Ressalta, também, o impacto dessa reestruturação do capital financeiro e da nova sociedade organizada em rede em relação ao trabalho. Argumenta que, mais do que as novas tecnologias, as políticas empresariais e governamentais, bem como aspectos institucionais e culturais é que determinam os impactos na questão do emprego.
O ciberespaço parece estar à frente da
constituição dessas identidades “desterritorializadas”.
Um “não-lugar” um espaço construído pelos fluxos de informação.
Nesse contexto, podemos observar as relações
entre integração, territorialidade e centralidade
ao mesmo tempo em que o
ciberespaço desterritorializa as relações sociais,
ele propõe a elas novos sentidos, novos
significados. Esses sentidos são apropriados pelos
indivíduos e, então, modificados, reconstruídos e
redefinidos. Essa idéia já foi defendida por Manuel
Castells “ o fato de que as pessoas, as instituições,
as empresas e a sociedade, em geral, transformam
a tecnologia, qualquer tecnologia, apropriando-se
dela, modificando-a e experimentando com ela.
Essa “apropriação” também foi defendida
como tema central para a própria cibercultura,
enquanto produto da ação social no ciberespaço,
pelo trabalho de André Lemos (2002), e pode ser
vista também através do fenômeno dos blogs,
observado em todo o mundo, partilhado por uma
coletividade de indivíduos de diferentes territórios
e culturas locais, mas definido dentro de uma cultura própria da Internet como global.
terminar...
terça-feira, 23 de março de 2010
Ciberespaço e comunicação
O ciberespaço é, então, um ambiente que permite inúmeras possibilidades do mundo real. O mundo virtual caracteriza-se não propriamente pela representação, mas pela simulação. Esta simulação é ,na verdade, apenas uma das possibilidades do exercício do real a comunicação . Desse modo, podemos afirmar que o ciberespaço não está desconectado da realidade.
No ciberespaço o espaço de fluxos realiza um processo de desmaterialização das relações sociais conectadas em rede. O que antes era concreto, palpável e material adquire uma dimensão imaterial na forma de impulsos eletrônicos. Ao mergulhar no ambiente do ciberespaço, o usuário experimenta uma sensação de “abolição do espaço” e circula em um território transnacional, desterritorializado, no qual as referências de lugar e caminhos que ele percorre para se deslocar de qualquer ponto a outro se modificam substancialmente.
Na rede do ciberespaço surgem pontos de fixação de relações sociais acessados por uma chave eletrônica. Quando enviamos uma correspondência por e-mail, ou visitamos um determinado site ou link desconheceu o caminho ou rota pelo qual se realiza o encontro.
As características do “lugar virtual” residem na territorialidade, imaterialidade, tempo-real e interatividade. Tais aspectos possibilitam relações sociais simultâneas e acesso imediato a qualquer parte do mundo, inaugurando uma nova percepção do tempo e das relações sociais.
É no anonimato do “lugar virtual” que se experimenta solitariamente uma nova sociabilidade. O viajante pode caminhar por diversas inf. vias até encontrar o grupo ou tribo que mais se assemelha, ou informações. Ao encontrar sua tribo, o indivíduo fixa-se neste endereço eletrônico e passa a experiência e compartilhar de um lugar simbólico e marcado por relações de pertencimento de caráter ideológico, afetivo, sexual ou racial.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Web 2.0 x Web 1.0

O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web (Web) tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais.
As diferenças entre a web 1.0 e a 2.0 são muitas. Se começarmos pelo contexto, e sempre deixando a discussão em solo (rede?) brasileiro, cabe lembrar que nos tempos de web 1.0 as conexões eram em velocidade infinitamente inferior às atuais, os computadores tinham menos memória e, conseqüentemente, eram mais lentos, os softwares eram, geralmente, pagos (hoje já se encontra quase tudo em plataforma web, de graça), e o número de usuários era muito menor. Afora o chat, o avô das comunidades online como o Orkut, o internauta entrava em uma página e o máximo de interatividade que conseguia era, em alguns casos, preencher um formulário para enviar uma mensagem – que, dependendo do receptor, levaria mais de uma semana para ser respondida.
Web 1.0
Foi à primeira geração de internet comercial. Seu grande trunfo era a quantidade de informações disponíveis;
O conteúdo era pouco interativo. Era apenas mais um espaço de leitura
Já existia hiperlinks;
Os aplicativos da web 1.0 eram fechados.
1.0
Os sites da web 1.0 são estáticos;
Os sites da web 1.0 não interativos;
Os aplicativos da web 1.0 são fechados;
Web 2.0
“È a mudança para uma internet como plataforma e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva” ¬_Tim O `Reilly
2.0
Ambientes propícios a criação e manutenção de redes sociais;
múltiplos plugins que permitem estender a funcionalidade básica de um determinado site ou aplicação ou agregar conteúdo.
O que mudou com a web 2.0?
Novas formas de lucrar.
conteúdo colaborativo ou participado.
Jornalismo.
http://www.slideshare.net/gueste3d3ab/web-20-x-web-10-presentation.com
www.wikipedia.com.br
segunda-feira, 1 de março de 2010
ORIGEM DA INTERNET

A Internet começou na década de 1960 quando dois blocos ideológica e politicamente antagónicos exerciam enorme controle e influência no mundo, qualquer mecanismo, qualquer inovação, qualquer ferramenta nova poderia contribuir nessa disputa liderada pela União Soviética (URSS)e por Estados Unidos (EUA): as duas super potências compreendiam a eficácia e necessidade absoluta dos meios de comunicação, com o projeto do governo americano chamado ARPANET, criada pela ARPA, sigla para Advanced Research Projects Agency. que tinha como objetivo interligar universidades e instituições de pesquisa e militares. Na década de 70 a rede tinha poucos centros, mas o protocolo NCP (Network Control Protocol), foi visto como inadequado, então, o Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP) permitindo que o tráfego de informaçoes das redes conectadas pelo endereço IP na Internet comunicam-se para que todas possam trocar mensagens. e continua sendo o protocolo base da Internet.
A ARPANET funcionava através de um sistema conhecido como chaveamento de pacotes, que é um sistema de transmissão de dados em rede de computadores no qual as informações são divididas em pequenos pacotes, que por sua vez contém trecho dos dados, o endereço do destinatário e informações que permitiam a remontagem da mensagem original. O ataque inimigo nunca aconteceu, mas o que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não sabia era que dava início ao maior fenômeno midiático do século 20', único meio de comunicação que em apenas 4 anos conseguiria atingir cerca de 50 milhões de pessoas.
Já na década de 1970, a tensão entre URSS e EUA diminui. As duas potências entram definitivamente naquilo em que a história se encarregou de chamar de Coexistência Pacífica. Não havendo mais a iminência de um ataque imediato, o governo dos EUA permitiu que pesquisadores que desenvolvessem, nas suas respectivas universidades, estudos na área de defesa pudessem também entrar na ARPANET. Com isso, a ARPANETcomeçou a ter dificuldades em administrar todo este sistema, devido ao grande e crescente número de localidades universitárias contidas nela.
Dividiu-se então este sistema em dois grupos, a MILNET, que possuía as localidades militares e a nova ARPANET, que possuía as localidades não militares. O desenvolvimento da rede, nesse ambiente mais livre, pôde então acontecer. Não só os pesquisadores como também os alunos e os amigos dos alunos, tiveram acesso aos estudos já empreendidos e somaram esforços para aperfeiçoá-los.
Em 1991, Tim Berners-Lee do CERN, lança o www (World Wide Web), que foi a base para que Marc Andreesen, lança-se em o Mosaic para Unix em fevereiro de 1993 e em agosto do mesmo ano, eles lançaram a versão para o Windows. O Mosaic foi a base do que temos do conceito da Internet, pois você poderia literalmente navegar de uma página para outra, de um site para outro sem precisar de usar comandos complexos, como os existentes no WAIS e Gopher, como também poderia criar o seu conteúdo usando um simples editor de texto e uma linguagem simples que foi chamada de HTML (HiperText Markut Language). A empresa norte-americana Netscape criou o protocolo HTTPS, possibilitando o envio de dados criptografados para transações comercias pela internet.
De acordo com a Internet World Stats, 1,73 bilhões de pessoas tinham acesso à Internet em setembro de 2009, o que representa 25,6% da população mundial. Segundo a pesquisa, a Europa detinha quase 420 milhões de usuários, mais da metade da população. Mais de 60% população da Oceania tem o acesso à Internet, mas esse percentual é reduzido para 6,8% na África . Na America Latina e Caribe, quase 175 milhões de pessoas tinham o acesso à Internet, sendo que 67,5 milhões são brasileiros.
http://www.kplus.com.br
